Eu estou aqui, mesmo que o amanhã não chegue, mesmo que o sol desapareça. Se algo te atingir, tentarei lhe defender, da maneira possível, do jeito que faço. A minha mão está aqui, se quiser pular, vamos juntas, se quiser mergulhar, vamos fazer a contagem regressiva, trancar a respiração e ir. E se quiser dançar, minha cintura vai se encaixar na sua, se quiser abraçar, a gente se ajeita. E se quiser telefonar, estarei do outro lado pra ouvir, ou pra falar, tanto que entraremos no mesmo consenso, sim, eu falo demais!
E se desistir dos teus sonhos, eu te empresto os meus, ou a gente inventa outros pra buscar, ou vive outros pra contar.
Sem esquecer, que eu a tirarei pra dançar, dentro daquele ritmo, dentro daquele espaço, protegendo, cuidando. E tudo vai ficar bem!
Caos Organizado
domingo, 6 de maio de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
O choquinhos casuais, que indicavam o teu sono, ajeitava o travesseiro, o corpo na cama, o corpo no seu, fechava os olhos e agradecia por estar ali, por te ter ali.
O mundo parava, e ainda para, todas as vezes que sou capaz de lembrar seu toque, seu cheiro, seu beijo.
Boa noite, durma bem, se cuida, qualquer coisa estou aqui, e sonhe bem, sonhe comigo.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Quantos 'queria que algo novo acontecesse' a gente não escuta por ai. Ai muda, de uma hora pra outra, o casamento termina, a chuva para, o cigarro apaga, o canal não passa mais aquele programa que gosta no horário compatível, os amigos se mudam, alguém cai e se machuca, o relógio gira, a comida esfria, a vontade passa.
Como parte do processo, começamos a nos vasculhar, a procurar um chão, um ar, alguma coisa que faça tudo parecer tranquilo, sabe porque? a gente quer mudança, mas a gente esquece de que não é tão fácil assim acostumar-se com o novo.
Alguns encontram, outros fingem não se importarem, e há os dramáticos, dos quais faço parte, que choram, gritam, bebem, e não se perdoam pelo fato de não estarem prontos para aquilo.
Mas no meio de todo o breu, de toda a melancolia, sempre se dá um jeito, as vezes torto, de encontrar uma força que nem ao menos você sabe que possuía, aquela que te move, que te faz querer sonhar outra vez, que faz com que o sol ilumine todos os pensamentos formados, antes de dormir.
A música continua tocando, a fome sempre bate, e mistura com a sede a saudades daquilo que foi bom, e vai se indo, dia após dia, pra perto do abismo, ou pra perto do céu.
Como parte do processo, começamos a nos vasculhar, a procurar um chão, um ar, alguma coisa que faça tudo parecer tranquilo, sabe porque? a gente quer mudança, mas a gente esquece de que não é tão fácil assim acostumar-se com o novo.
Alguns encontram, outros fingem não se importarem, e há os dramáticos, dos quais faço parte, que choram, gritam, bebem, e não se perdoam pelo fato de não estarem prontos para aquilo.
Mas no meio de todo o breu, de toda a melancolia, sempre se dá um jeito, as vezes torto, de encontrar uma força que nem ao menos você sabe que possuía, aquela que te move, que te faz querer sonhar outra vez, que faz com que o sol ilumine todos os pensamentos formados, antes de dormir.
A música continua tocando, a fome sempre bate, e mistura com a sede a saudades daquilo que foi bom, e vai se indo, dia após dia, pra perto do abismo, ou pra perto do céu.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Era a primeira noite do resto da nova vida que precisa ser inventada. O pai dela dormiu na casa da outra pela primeira vez, entrou no quarto, o ventilador velho não estava ligado, o guarda roupa aberto, faltando metade das roupas que normalmente estariam ali.
Pisou de leve, foi até o quarto da mãe, e ouviu soluços de um choro de vinte quatro anos se estender por uma noite inteira.
Lembrou dos sorriso entres os três, das regras, intimidades que só aquela casa tinha, de laços que foram quebrados por uma estranha, juntamente com todas as circunstâncias que o relacionamento dos dois tinha chegado.
Queria voltar para a infância, passar mais um domingo bonito, com as mãos penduradas nas mãos dos dois, sendo levantada a cada passagem por ruas cheias de outras famílias felizes.
Tentou lembrar do último carinho que recebe do seu progenitor, não conseguiu, só vinham ofensas, descrença e o ódio que ele transparecia a cada nova descoberta que fazia da filha.
Uma filha que nunca seguirá seus preceitos de perfeição, que escolheu os caminhos mais tortos, e muito parecidos com os próprios, talvez seja isso que implicou essa falta de respeito entre os dois, a imensa coinscidência de quererem o impossível.
Entrou no quarto, abraçou a mãe, que ainda chorava, sem nenhuma palavra saiu, deitou e ficou lembrando das coisas boas, porque as ruins ainda estavam por vim.
Lembrará sempre da voz estranha andando pela casa, das manias insuportáveis, e das ordens paternas ridiculas e necessárias.
Pediu ao vento, ao tempos, que ajeitasse aquela nova vida que precisaria ser erguida, aos trancos e barrancos, mas de alguma forma, o bem estar iria pousar naquele lar a qualquer dia que estar por vir.
domingo, 15 de abril de 2012
Se pudesse escolher, continuaria escolhendo você, as suas manias, o seu mau humor matinal, a sua habilidade na bebida, o seu jeito de andar, o teu sorriso pro alto. Aquele jeito bonito de me apertar enquanto cozinho, aquela facilidade em acabar com a louça, aquela curva de olhos fechados, aqueles abajur laranja iluminando nossos sonhos, aquele almoço engasgado depois de um litro de whisky, aquela rosa, aquele caminho, aquela última cerveja da noite, aquele nada respondendo tudo, aquele respirar, aquela tarde ensolarada, aquela fantasia complementar, aquela chuva fria, aqueles raios iluminados, aquele cigarro dividido, aquele pudor deixado de lado, aquela música, aquela sua, aquela minha, aquela nossa dimensão. Se eu pudesse ter, eu queria o teu abraço, teu cheiro, tua força em fazer tudo ficar bem, sem contradição, contra mão, exatidão, quero agora, quero sim, em mim.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Chuva tem cheiro de infância, porque lembra aquela música do Toquinho. Mas fui na janela e acabo de descobrir que tem som de melancolia. Todo mundo espera que ela renove, escoe o desanimo, bem no fim acaba regando um bocado de coisas que não tem solução.Cansaço, imenso. Nem sono, nem repouso, são preciso novos ares, emoções, quem sabe paixões, mas da passageiras, já que ainda carrega aquela.
Anda sendo mais fácil, não, talvez menos doloroso agir da forma mais pessimista do mundo. Empurrando com a barriga as obrigações que perduram dia após dia.
Dava sim pra jogar tudo pro alto, afinal só se tem medo porque se tem algo a perder, ai lembra-se que não tem nada nesse sentido, e a única coisa que pode resolver tudo é perder-se.
Perde-se dentro de si, dentro do mundo, dentro do depois, dentro do amor. Modelar, sonhar, quanto tempo que o cheiro do café não soa interessante.
Falaram pra levantar, mais se manter em pé não tá fácil, ai você senta, chora, pede, deseja, todas as noites que se essa coisa que move tudo realmente existe, faça com que essa fase passa, ou que essa inquietude, acostume-se que nada pode mudar.
Sem necessidade de dizer, o nome do lugar aonde gostaria de estar agora, mas troca o canal, ascende um cigarro, esperando que o final do mesmo traga alguma resolução, até mesmo se for a ideia de dormir até o próximo feriado chegar.
Deixar estar, deixa ficar, deixar ser, deixa amar, vem pra cá, cuida de mim, cuida de ti, caminhos nos levem para algum lugar aonde o espírito possa atingir o ápice, ou ao menos sentir paz.
Assinar:
Postagens (Atom)
Quem sou eu
- dandy
- medianeira, paraná, Brazil
- sutilidade entre a complexidade e a ambiguidade. ou um tiro no escuro (?)
